Quais são as suas referências?
Uma das principais travessuras que as crianças gostam de praticar é mexer no armário dos adultos para se vestir como eles. Lembro que, quando era pequena, adorava vasculhar o armário da minha mãe, pegar as roupas e sapatos mais charmosos e fingir que era gente grande.
Quando se chega a adolescência, já se tem um pouco mais de opções para imitar. No entanto, os jovens costumam usar como referência cantores, modelos, personagens de novelas ou se espelham em uma tribo. Também conhecida como “aborrecência” esse é o período em que as pessoas buscam sua própria identidade, na maioria das vezes baseada no comportamento dos amigos.
A verdade é que é muito comum imitarmos algo ou alguém que admiramos. Uma pesquisa feita com macacos mostrou que a imitação é o principal método para realização da união social e formação de coletivos entre os primatas. Sendo assim, mais do que uma forma de estar em contato com aquilo que se gosta, a imitação também é uma forma de se identificar com outros seres.
Ainda que seja bom ter alguém como referência e colocar em prática determinadas ações já realizadas por outras pessoas, quando isso vira um hábito constante pode se tornar uma coisa ruim. Isso porque precisamos adquirir nossas próprias ideias, hábitos e opiniões sobre as coisas.
Sabendo filtrar o que o mundo nos oferece de bom e adequando essas características a nossa realidade, podemos nos tornar pessoas mais interessantes, felizes e com personalidade própria.









