O ritmo contagiante da música “Waka Waka”, interpretada pela cantora Shakira em parceira com o grupo sul-africano Freshlyground, não apenas colocou todo mundo para dançar, como também chamou atenção para algo que é de extrema importância no continente africano: a dança.
Mais do que apenas uma maneira de se divertir, a dança africana pode ser vista como um forte elemento de identificação cultural do continente, sendo parte fundamental do comportamento dos povos que habitam aldeias e vilarejos.

Nesses locais, a dança costuma ser usada para saudar todo tipo de evento, como nascimento, aniversário, colheitas férteis, morte e, até mesmo, a Copa do Mundo. Além de celebrar fatos importantes, também é uma forma de preservar os costumes dos ancestrais fazendo com que fiquem enternizados entre as gerações.
Com diferentes ritmos, intensidades e objetivos, a dança é uma das características que contribui para que a África tenha o apelido de continente colorido. Isso porque, cada região possui seus próprios movimentos e diferentes maneiras de se expressar. Dentre os principais, é possível citar: Sorsonet, Yoki, Mendiani, Dunumba, Lambam, Yankadi/Makru, Kakilambe, Soli, Kuku, Yamama, Semba, Funaná, Kuduro, Sakis, Puita, Marrabenta, Ahouach, Guedra, Gnawa e Schikatt.
Ainda que cada região da África tenha sua própria dança, muitos desses ritmos se misturam e podem ser vistos dentro de uma mesma coreografia. Na maioria das vezes, as pessoas dançam em círculos ou em filas e são raras as exceções em que os dançarinos fazem a coreografia sozinhos ou em pares. Dentro dessa modalidade de expressão artística, é possível encontrar desde movimentos fortes, utilizados nos ritmos tribais, como também passos leves e delicados, comuns nos embalos contemporâneos. No entanto, nada impede que essas vertentes se misturem formando um belo e variado balé africano.

Outra característica marcante é a vestimenta utilizada. Nas apresentações mais tribais é comum ver os dançarinos com os corpos pintados e usando máscaras. Essa caracterização é utilizada para proporcionar mais intensidade as expressões. No entanto, também existe a música contemporânea, que toca nos clubes e festas de cada região.
Dança Africana no Brasil
É bem verdade que muitos hábitos da nossa cultura provém dos costumes africanos. Se não fosse a influência musica trazida pelos escravos na época do Brasil colônia, talvez ritmos como samba, jongo, congada, frevo, maxixe, lâmbada e axé não existissem na música brasileira.
Além dos estilos citados, também há espaço para a própria dança africana, que cada vez mais vem ganhando espaço entre os apreciadores brasileiros de ritmos afro. Um dos locais onde é valorizada e praticada é a academia de dança Pulsarte, em São Paulo. O Yahoo! Respostas foi conferir de perto como é uma aula de dança africana.
Com movimentos intenso de quadril, braços, tronco e muitos pulos, a aula de dança afro é um veneno antimonotonia. Isso porque, desde o aquecimento até o final da aula, os alunos são contagiados pela energia dos ritmo africanos tocados ao vivo.

Para que os alunos façam uma imersão na cultura africana, a atividade é feita com os pés descalços, reforçando o caráter terreno. Cada movimento possui uma simbologia e um significado diferente. “Podemos, por exemplo, destacar gestuais primitivos que estão associados à prática de guerra ou o culto à deusa da fertilidade por meio da ativação da cintura pélvica”, afima a professora Solange Ferreira.
A movimentação intensa também proporciona um trabalho aeróbico considerável, servindo de válvula de escape para quem deseja se livrar da tensão e do stress do dia-a-dia, juntamente com a perda de calorias e tonificação muscular.
Solange explica que a dança africana possibilita a perda de até 700 calorias em 60 minutos de aula, enxugando a silhueta e proporcionando o conhecimento dos limites do próprio corpo. Outro fato interessante é que a modalidade possibilita um conhecimento mais aprofundado sobre os rituais, crenças e deuses de um continente que influenciou a cultura brasileira.
A Copa do Mundo trouxe à tona as belezas e curiosidades africanas. E não é porque o evento está chegando ao fim que a sua viagem deve terminar. Carimbe seu passaporte e embarque nos ritmos contagiantes da dança africana.
O que você acha mais interessante na cultura africana?