Veja como não começar o ano com dívidas

Final de ano, todo mundo quer cantar a célebre música que diz “muito dinheiro no bolso”. Entretanto, as comemorações e as comprar de final de ano podem fazer com que o dinheiro vá embora junto com as oferendas para Iemanjá e sobrem apenas as dívidas, fazendo com que muitas pessoas já comessem o ano no vermelho.
Especialistas explicam que o motivo pelo qual os brasileiros costumam entrar em dividas constantemente é recorrente da época em que convivíamos com a alta inflação. Quando chegava até 80% ao mês, era vantagem gastar o dinheiro assim que chegava à mão. Essas pessoas não ensinaram à geração seguinte a ter inteligência financeira, o que faz com que gastem o salário assim que recebem.
O décimo terceiro deveria ajudar as pessoas, já que é dinheiro extra no final do ano. Mas muitas vezes, ele já está comprometido antes mesmo de chegar. Na verdade, as bonificações de final de ano, aliadas às facilidades do uso do cartão de crédito podem fazer com que as pessoas tenham a falsa ilusão de que está sobrando dinheiro
Aqueles que saem de férias no final do ano precisam enfiar a mão no bolso mais uma vez, ficando com um débito gigante e muita dor de cabeça pela frente. No início do ano, a situação tende a piorar porque os pagamentos das compras de Natal vencem nos primeiros meses. Além disso, janeiro e fevereiro também são meses que é preciso pagar IPVA e IPTU, matrícula dos filhos, material escolar, entre outros.
Sair de uma dívida não é tão simples quanto entrar em uma, mas não é impossível. O mais importante é manter a calma e fazer uma lista de todas as despesas que estão sendo cobradas. Não esqueça nenhuma das despesas, por menores que sejam.
Em seguida, pague as dívidas maiores, ou seja, as com juros mais altos. As dívidas de cartões de crédito custam muito caro. Se elas existem e são muito altas, procure negociar com parcelamento que caiba no seu bolso. Evite também cheque especial e, se tiver muitos empréstimos, busque os mais baratos.
Para quem não quer entrar em dividas e sujar o nome, o ideal é que se gaste menos do que ganha. Quando o pagamento é à vista, sempre é possível negociar um desconto. E antes de gastar, avalie se a compra é necessária.
Dívidas são inerentes ao ser humano, mas podem ser evitadas e abolidas com um pouco de inteligência financeira e bom senso. O importante é pensar no futuro e ter noção de que todos os atos têm consequência. Lembre-se, quem poupa tem!
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